Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

20 de jul de 2012

Overball, smallball, soft gym em uma aula de pilates

Se você é um daqueles instrutor que acaba usando a bola pequena apenas para ativar a musculatura interna dos membros inferiores, que tal novas sugestões de trabalho?


Este pequeno acessório, que pode ser chamada de inúmeras formas, possibilita uma gama muito grande de exercícios, ele pode servir de apoio, mas também pode intensificar e desafiar a execução dos mais diversos movimentos.


Inspire-se neste vídeo e na matéria abaixo, pois utilizam o acessório de maneiras bem criativas



12 de jul de 2012

Dicas para escolher um curso de formação


Confesso para vocês que sou uma incentivadora para profissionais da área de saúde investirem em um curso e começarem a atuar nesta área, que está carente de profissionais. E quando convido, estes profissionais alegam que procuraram algumas informações, mas ficaram muito perdidos por qual empresa fazer sua formação. Principalmente, uma vez que hoje em dia os valores de formação podem variar de R$ 1.000,00 a R$ 30.000,00 em média.
Sugiro a seguinte sequência:
  1. Seja aluno/cliente de Pilates. Procure vivenciar o método (melhor se puder experimentar com diversos profissionais e de escolas diferentes). Se você se identificou, passe para a próxima etapa, se não, melhor você não investir o seu tempo e energia com isso. Procure outra modalidade que te cative, pode ter certeza que vai ser muito mais fácil de você encontrar energia para sair da cama todas as manhãs.
  2. Gostou? Ficou encantando e já praticou por um período, agora você já está apto a começar a informar-se sobre as diferentes opções de cursos. Pergunte para os profissionais que te atenderam qual foi a empresa em que ele se formou, quais foram os pontos positivos, quais os negativos e o que ele conhece do mercado atual. Incluindo também, quais empresas eles indicam.
  3. Converse com pelo menos cinco profissionais que já estão atuando na área por pelo menos três anos. Perceba pontos positivos na atuação de cada um deles e, procure as empresas indicadas e entre em contato.
  4. Se houver possibilidade visite as empresas prestadoras de cursos, peça para conhecer o material, os instrutores que estão conduzindo o curso e realize pelo menos uma aula com estes instrutores. Não feche na primeira, obtenha parâmetros e depois se decida.


Encontramos muitas diferenças nos cursos oferecidos pelo país, de uma forma muito breve e resumida eu dividiria em duas categorias:
  • Empresas que estão ligadas a grandes e importantes multinacionais ou que possuem um respaldo internacional pelos condutores/proprietários destas empresas de pilates.  Normalmente possuem uma formação longa, que varia entre seis meses a dois anos de aula, possuem uma prova no final do curso que exige muito estudo e dedicação por parte dos participantes e que te especializa para os mais diversos tipos de atendimento (da reabilitação ao fitness), trabalhando com os exercícios originais e muitas opções de progressões e regressões de cada exercício do método. Tem horas de estágio de observação e prática como item obrigatório.
  • Empresas que possuem uma estrutura de curso mais enxuta. Variam de 1 a 4 finais de semana de curso (na maior parte dos casos 6 dias de aulas). Este tipo de curso, apesar do cliente finalizar com uma certificação, são um ponta pé inicial para a entrada no método. Engana-se o profissional que achar que após um ou dois finais de semana de aula pode iniciar com atendimentos.  Você até pode trabalhar com o método mas se foi a sua primeira experiência com pilates, um grande estágio (primeiro somente de observação e depois de início de práticas) vai ser fundamental.


Escuto outra afirmação:

“Queria muito fazer a formação na empresa X, mas percebi que os valores são muito caros, então foi em fazer Y”.
Perante isso defendo a seguinte ideia: pode ser um caminho mas, se você for um profissional coerente, pode ter certeza que você depois que estiver atuando com o método, vai ter vontade de participar de cursos e workshops destas empresas renomadas, pois conforme você estuda e entra em contato com a prática diária do método, vai perceber que precisa de mais informações, vai querer uma base sólida ou vai querer conhecer maneiras diferentes de trabalhar com o método.
O ponto crucial talvez seja: qual é a possibilidade de investimento que você poderá ter para entrar nesta área. Cada uma das opções tem seus pontos positivos e negativos. Não é minha função defender uma ou outra escola, principalmente porque também trabalho com cursos e consultorias dentro do método (as fotos quem estampam este post são da nossa equipe atuando em cursos). 
Acredito que seja necessário uma avaliação coerente para a escolha da escola. Oportunistas existem em todas as áreas, e existem cursos que nem sempre oferecem as devidas estruturas, ou estão sem regulamentação, com muitos alunos inscritos e pouca disponibilidade de vivência com o método, que dizem que a formação é de x horas, mas na verdade oferecem menos da metade, entre outros detalhes preocupantes. Então você como cliente deve fugir deste tipo de empresa.
Para finalizarmos e como faço parte de uma Aliança Brasileira de Pilates, gostaria de indicar um texto. A ABRAPI é uma associação sem fins lucrativos, destinada a congregar pessoas físicas (e não empresas), que exerçam funções especializadas do Método Pilates estimulando seu aprimoramento, a multiplicação dos conhecimentos e a investigação científica relacionada ao método.
Importante salientar também que a Aliança pretende orientar e esclarecer a sociedade em questões relativas ao método Pilates bem como representar os interesses dos instrutores associados frente às entidades fiscalizadoras das atividades afins e aos conselhos de classes dos profissionais que a constituem.
Cabe dizer ainda que não é finalidade da ABRAPI atestar ou validar cursos de formação, material didático e equipamentos de Pilates.
Ficou com dúvidas?  Escreva para a gente (ggurak@hotmail.com)
Até breve, 
Ge Gurak
Texto desenvolvido para o Portal Negócio & Fitness

5 de jul de 2012

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior e Pilates

                O ligamento cruzado anterior do joelho (LCA) encontra-se conectado à porção póstero-lateral do intercôndilo do fêmur e também à porção anterior à espinha da tíbia.  Tem como função estabilizar, controlar a cinemática e prevenir rotações e deslocamentos anormais da articulação do joelho.  Desta forma, é o LCA que trabalha evitando a rotação tibial, a angulação varo-valgo e, principalmente, a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur.


             Observando a ação do LCA, devemos fazer algumas considerações antes de escolher o repertório de exercícios a serem realizados.
                Exercícios em cadeia cinética fechada tem menos probabilidade de gerar uma translação anterior da tíbia, pois a força é dissipada entre várias articulações dos MMII. Em cadeia cinética aberta, apenas uma articulação receberá a sobrecarga total. Além do que, neste tipo do exercício, o quadríceps, os músculos posteriores da coxa e os glúteos são ativados reduzindo as forças de rotação da tíbia, que estariam presentes nos exercícios de cadeia cinética aberta (PEPPARD,2001). Assim, considera-se extremamente importante o fortalecimento de ísquiostibiais, glúteos e quadríceps para prevenção e tratamento de lesão de LCA.  As extensões completas de joelho devem ser evitadas, pois ocorre maior solicitação mecânica do ligamento.
                A realização do trabalho proprioceptivo será indispensável, uma vez que estimulamos os mecanorreceptores geramos uma resposta mais rápida em situações inesperadas, que muitas vezes envolvem torções, por exemplo, pisar em buracos, cair de escadas, etc.
                 O alongamento dos rotadores externos do quadril também é importante, pois quando encurtados geram a rotação externa do fêmur, tensionando o LCA (Hewet. T, 2010).
                A análise postural será indispensável para identificar qual o mecanismo que lesionou o LCA. Sendo um geno valgo, por exemplo, deve-se seguir as orientações para isso, como alongar e fazer liberação miofascial da banda íliotibial, bíceps femural,  pectíneo e grácil e fortalecer tensor da fáscia lata e rotadores externos.
                É interessante liberar as fáscias das estruturas encurtadas para fortalecer na sequência seus antagonistas, evitando a tensão oposta.
Exercícios indicados dentro do método Pilates:
- Footwork com apoio dos pés do balance disc ( com suporte da prancha de saltos);
- Ponte sobre a bola com dissociação de MMII (flexionando e estendendo os joelhos);
- Agachamentos com auxílio da barra torre do Cadillac e também utilizando acessório de equilíbrio;
- Side kick series;
- Alongamento de MMII passivo estático com as alças de pés do reformer (unilateral)
- Liberação miofascial com o rolo;
                Devemos sempre tomar muito cuidado ao lidar com patologias do joelho, pois é uma articulação de grande sustentação corporal e suas disfunções geram compensações por toda a estrutura corporal.
                Por Viviane Vales