Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

24 de out de 2010

Dores nos punhos e o Pilates

Em muitos exercícios de Pilates, seja nos aparelhos, ou no solo e bola, utilizamos o apoio das mãos com os punhos em extensão.  Em alguns exercícios a descarga de peso sobre os punhos é parcial, porém em outros a descarga de peso é muito intensa.

Algumas pessoas, apresentam uma maior  fragilidade nesta articulação e referem dor durante a prática do Pilates. Exercícios como os Pull Ups na cadeira dependem do apoio dos punhos em extensão, porém a descarga de peso é aliviada pela quantidade de molas utilizada para auxiliar a musculatura abdominal 
na elevação do quadril.          
Já exercícios  de fortalecimento de abdome na bola  em posição prono, onde apenas os pés ficam na bola, oferecem descarga total do peso do corpo sobre a articulação dos punhos em extensão.




Exercícios no solo nesta mesma posição ou em outras posições em que os punhos permanecem em extensão oferecem descarga de peso intensa. 
Nestes e em todos os demais exercícios onde ocorre sobrecarga desta articulação, há uma compactação dos ossos do punho (piramidal, semilunar e escafóide) pela extremidade distal do rádio. A dor mais comum ocorre quando há pressão sobre o túnel do carpo com compressão do nervo mediano.
Existem alguns exercícios para prevenir estas dores e preparar a articulação dos punhos. Podemos orientar o aluno a executá-los no início e no final da aula quando sabemos que exercícios que sobrecarreguem os punhos serão realizados. É uma forma de compensação da articulação, da mesma forma que fazemos com a coluna lombar, após um exercício de extensão ou hiperlordose. Iremos  preparar a articulação do punho para os exercícios e após a sua realização, promover a decoaptação articular.
Como preparação podemos realizar exercícios de flexo-extensão e rotação dos punhos com a toning ball ou halteres de 2 kg com os braços na posição vertical, tomando a força da gravidade como aliada no aumento do espaço intra-articular. Exercícios em que as mãos em preensão sustentem o peso do corpo também ajudam na decoaptação como o hanging pull ups e o rolling back em pé.


Exercícios como o rolling back sentado com o auxílio das molas podem ser uma variação interessante para aqueles que apresentam dificuldade na realização dos exercícios anteriores.  
Com as alças de tornozelos colocadas nos punhos e conectadas  nas molas de sustentação na barra horizontal do Cadillac, cria-se uma ótima opção de decoaptação articular, associada ao trabalho de adução escapular. 
Outra opção é a colocação dos discos infláveis presos nas alças em torno dos punhos e realizar o movimento de rotação do ombro, o que também promove uma decoaptação desta articulação em conjunto.

Na parte final da aula podemos associar a decoaptação articular dos punhos aos exercícios de fortalecimento abdominal, equilíbrio e relaxamento, de forma que esse conjunto mantenha o ritmo da aula sem prejuízo das sequências e ao mesmo tempo prepare a articulação do punho para as próximas aulas.

Por Aneci Sobral Rocha 
Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Pilates 
Clínica São Genaro e Instituto Brasileiro de Naturologia.

12 de out de 2010

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Participei gostei de várias coisas, achei eles pioneiros e gostaria de deixar a indicação:


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Por Gerusa S. Gurak

10 de out de 2010

Sugestão de relaxamento final da aula Pilates. Mas tome cuidado!

Continuando o papo sobre opções de relaxamento da postagem da Vivi, gostaria de falar sobre a utilização da bola suíça. E uma opção aparentemente simples e agradável é deitar sobre a bola explorando as diversas posições como nas figuras abaixo:





Decúbito lateral também é uma forma muito legal de alongar e relaxar após uma sessão de pilates.


Preocupe-se com a segurança de seu aluno, esteja por perto, mantenha ele longe de aparelhos em que num descuido pode-se desequilibrar e machucar-se, utilize apoios se necessário. E é importante saber se o aluno não tem nenhuma contra-indicação na posição e se sente-se bem ao permanecer nesta posição. Caso contrário,  ao invés de relaxar você pode gerar um momento de tensão e stress, totalmente desnecessário longe daquela situação de leveza e bem estar que deve ser sentido ao final de uma aula.

Mas gostaria de deixar uma dica/alerta super importante:

Já utilizei e vi muitos professores deitarem sobre a bola ou executarem uma  pressão nela com o intuito de massagear pernas e as costas dos alunos mas ouvi uma infeliz história sobre esta situação e gostaria de compartilhar como uma forma de orientação. O acidente aconteceu quando um professor que exagerando na pressão sobre a bola (no caso ele apoiou a bola sobre as costas da aluna que estava em decúbito ventral no chão e deitou sobre a bola) através desta grande pressão fraturou 2 costelas dela.

Então: muito cuidado professores!!! Vamos estudar, vamos conhecer nossos alunos, saber de suas patologias, fraquezas.... não podemos atuar de uma forma irresponsável, não podemos utilizar este método fantástico prejudicando nossos clientes.  Fique atento e trabalhe de uma forma responsável!

Por Gerusa S. Gurak


4 de out de 2010

Relaxamento no final da aula de Pilates


Considerado por alguns alunos como "a melhor parte da aula", o relaxamento é muito utilizado como meio de volta à calma para os alunos. Mas, muito mais do que isso, o relaxamento pode ser utilizado para atingir outros objetivos. Um deles, por exemplo, é o trabalho de propriocepção.

Através de uma posição de repouso, podemos estimular oralmente o nosso aluno a fim de fazê-lo perceber o próprio corpo. Ele pode perceber como seu corpo se acomoda no espaço, sentir os batimentos cardíacos, respirar profundamente e perceber os movimentos respiratórios, descansar conscientemente sua musculatura, entre outras percepções. Esse momento traz maior intimidade do indivíduo com seu próprio corpo, o faz conhecer-se melhor.

Podemos aplicar no momento do relaxamento técnicas de massagem ou manipulação com o objetivo de aliviar pontos de tensão e ajudar na percepção do alongamento axial. As massagens podem ser feitas com auxílio de acessórios, como rolo, bolinhas de tênis, bola, overball e carrinhos, e proporcionar sensações diferentes nos alunos.

É interessante a estimulação do feedback intrínseco durante o relaxamente. Fazer o aluno se lembrar dos exercícios do dia e fazê-lo perceber a musculatura trabalhada, auxilia na fixação dos movimentos na memória motora e na auto-correção.

A estimulação de boas sensações através da memória traz ao aluno a sensação de bem-estar que viveu nos momentos agradáveis dos quais ele se recorda. Desta forma, há uma liberação maior de serotonina e endorfina, hormônios que dão sensação de prazer.

Prepare a parte final da aula da mesma forma que a parte principal e procure sempre trocar os estímulos. Transforme o relaxamento num momento especial de sua aula. E você, tem alguma sugestão bacana para o final de uma aula de pilates?