Um blog que surgiu do interesse de três colegas de profissão, profissionais de adoram o que fazem e não se cansam de trocar experiência, discutir o porquê de cada coisa, aprender e melhorar a cada dia nosso ofício. Junte-se a nós, apresente sua opinião de como você trabalha com o pilates, interaja.... será um prazer trocarmos nossas experiências!

29 de dez de 2010

Revisando: vídeo sobre a coluna

Enquanto estamos de férias, segue um vídeo didático sobre a coluna, daqui a alguns dias voltamos com nossos textos.


por Ge Gurak

15 de dez de 2010

Mais movimento em 2011

Você entende quando e o que o seu corpo está falando?
E o corpo de seus alunos?
Ter domínio e controle sobre os sinais que o corpo transmite pode ser o
caminho mais eficaz para o sucesso e o bem estar. 


Nós trabalhamos com movimento, emoções, descobertas.
Acho triste quando esquecemos disso.

Aproveite este final de ano para pensar em seu trabalho e como através do pilates você pode contribuir 
positivamente na vida de seus clientes.
Movimento, emoção, vida.... feliz 2011!
Viva a dança da vida!


Por Ge Gurak

7 de dez de 2010

Revista Oficial de Pilates n6


Chegou!! E nesta edição encontramos matérias bacanas sobre:

O Assoalho Pélvico, teoria e série de exercícios
Resultados comprovados com a continuidade do Programa de Pilates iniciado em outras edições da revista
Sugestão para inovar suas aulas: Série de exercícios de pilates associada a sequências coreografadas
Matéria para mamães que estão retornando a forma física através do Pilates
Exercícios analisando a pisada (prevenção e correção) além de um artigo de um especialista
Acessórios para os pés e suas necessidades
Entrevista com Tamara Di Tella, idealizadora do Tangolates

Dicas de novidades na área além da divulgação de cursos


Participamos com a revisão tecnica da Revista e ela é encontrada nas bancas de todo país.
Qualquer dúvida você pode entrar em contato com a Editora On Line

Por Ge Gurak

2 de dez de 2010

Fascite Plantar: Como Auxiliar com o Método Pilates?


A fascite plantar é uma inflamação na região medial do calcâneo que gera dor no calcanhar estendendo-se para o arco plantar. A inflamação é ocasionada por microtraumatismos de impacto e pode gerar fibrose e degeneração das fibras faciais. Essa patologia é causada normalmente por características anatômicas específicas ou uso excessivo da articulação. E como o método Pilates pode auxiliar neste tipo de patologia? Seguem algumas dicas:
·         Primeiramente, devem ser evitados exercícios que geram impacto na articulação do tornozelo, como os saltos no jumpboard. O impacto aumenta a inflamação da fáscia.
·         A estimulação da região acometida com leves massagens auxilia na diminuição do quadro álgico, trazendo alívio para o aluno. É interessante que o aluno aprenda a fazer automassagem, utilizando, por exemplo, bolinhas de gel ou bolinhas de plástico. Só ele poderá regular a massagem considerando o nível de dor.
·         Os alongamentos de cadeia posterior, principalmente gastrocnêmios e sóleo, são extremamente importantes no processo, levando a uma descompressão da região. Em muitos casos, os alunos relatam alívio imediato da dor. Os exercícios de footwork são excelentes.
·         O trabalho de decoaptação de tornozelo deve ser associado para liberação da região, que suporta o peso do corpo durante a maior parte do dia. Isso pode ser realizado com auxílio de uma mola presa ao trapézio e ao tornozelo, fazendo pequenas ondulações realizadas pelas mãos do professor.
·         Evitar o fortalecimento intenso de gastrocnêmios e sóleo, trabalhando com pouquíssimas sobrecargas. Utilizar somente o peso do próprio corpo é uma boa alternativa.
·         Os exercícios em flexão plantar (ponta de pé) podem gerar alívio no momento, mas posteriormente podem aumentar o quadro de dor.
·         O trabalho de propriocepção desenvolvido no método Pilates deve ser explorado ao máximo nesses casos. Fazer o aluno perceber a pisada e ensiná-lo a distribuir bem o peso do corpo sobre a sola do pé, o ajudará a evitar sobrecarga na articulação durante atividades da vida diária.
·         A dor sempre deve ser considerada ponto limite para o trabalho. Se o aluno sente desconforto na realização de determinado exercício, verifique as cargas, a amplitude ou até mesmo suspenda a realização.

Essas são apenas algumas dicas de como lidar com esse tipo de patologia durante a sua aula e também como contribuir para a melhora do seu aluno.  Se você tem alguma outra dica, compartilhe conosco!

Por Viviane Vales

Fonte imagem : http://www.rogercruz.net

2 de nov de 2010

Periodização no Pilates

                  A periodização é uma excelente ferramenta de planejamento e estruturação do treino. Com ela, o professor pode atingir os objetivos desejados pelo aluno otimizando cada sessão de treinamento. A periodização é muito utilizada em atividades como a musculação, por exemplo, onde é possível trabalhar isoladamente as capacidades físicas e fazer o controle de carga em cada uma delas.
            Já no ambiente do Pilates, existe uma grande discussão entre os profissionais de como aplicar a periodização considerando a variabilidade de estímulos utilizados em uma mesma sessão de treinamento.
As aulas de pilates oferecem um trabalho corporal geral, com a união de diversas capacidades física em um mesmo movimento. Desta forma, como planejar e montar a periodização de um aluno sem desconsiderar os princípios do método?
O nosso objetivo agora não é apresentar um modelo pronto de periodização no método, mas sim ressaltar alguns pontos que devem ser considerados para isso e também sugerir algumas formas de trabalho.
Considerando o modelo de periodização clássico, criado por Matveev, temos que definir os períodos chamados de macrociclo, mesociclo e microciclo. Sugerimos utilizar para o macrociclo e mesociclo as classificações utilizadas pelo modelo original. É possível encaixá-lo no método utilizando uma visão geral do treinamento.
Macrociclo 

Período:
- Preparatório (fase: básica ou específica)
- Manutenção (fase: manutenção)
- Transitório (fase: recuperação)

Mesociclo

- Incorporativo
- Desenvolvimento
- Estabilização
- Recuperativo

            A dificuldade maior está em classificar o microciclo e as sessões. Com a maioria dos movimentos combinados, os exercícios do pilates não são feitos em grandes repetições e séries e também não são realizados igualmente ao longo do micro ou mesociclo.
            Um mesmo exercício, por exemplo, o swan, pode ser realizado de diversas formas: no cadillac com ou sem auxílio de molas, na cadeira com ou sem apoio da caixa, reformer na caixa, solo com ou sem acessórios, barril, etc. O fato de mudar o apoio para a realização do estímulo já gera um novo estímulo para o sistema neuromuscular.
            Para seguirmos os conceitos de adaptação neuromuscular e assim poder periodizar como no método clássico, seria necessário descaracterizar os modelos de aula do método pilates.
            Dessa forma sugerimos algumas formas de organizar esse período do treinamento.
Podemos partir do princípio das variáveis de treinamento: intensidade, volume, freqüência, densidade e complexidade. Podemos trabalhar também definindo quais capacidades físicas e elementos fundamentais do pilates devem ser estimulados com prioridade e manter essa ordem até que haja adaptação neuromuscular satisfatória. Talvez seja necessário escolher alguns exercícios que atendem às necessidades do aluno e que será repetido dentro do mesociclo.
            Como é possível notar, não há consenso sobre periodização no método Pilates porque é uma tarefa muito difícil. São muitos pontos a serem considerados e muitos princípios a serem mantidos. Como você trabalha em seu studio? Como planeja o desenvolvimento da condição física de seus alunos? Esperamos sua contribuição nessa discussão.

Por Viviane Vales

24 de out de 2010

Dores nos punhos e o Pilates

Em muitos exercícios de Pilates, seja nos aparelhos, ou no solo e bola, utilizamos o apoio das mãos com os punhos em extensão.  Em alguns exercícios a descarga de peso sobre os punhos é parcial, porém em outros a descarga de peso é muito intensa.

Algumas pessoas, apresentam uma maior  fragilidade nesta articulação e referem dor durante a prática do Pilates. Exercícios como os Pull Ups na cadeira dependem do apoio dos punhos em extensão, porém a descarga de peso é aliviada pela quantidade de molas utilizada para auxiliar a musculatura abdominal 
na elevação do quadril.          
Já exercícios  de fortalecimento de abdome na bola  em posição prono, onde apenas os pés ficam na bola, oferecem descarga total do peso do corpo sobre a articulação dos punhos em extensão.




Exercícios no solo nesta mesma posição ou em outras posições em que os punhos permanecem em extensão oferecem descarga de peso intensa. 
Nestes e em todos os demais exercícios onde ocorre sobrecarga desta articulação, há uma compactação dos ossos do punho (piramidal, semilunar e escafóide) pela extremidade distal do rádio. A dor mais comum ocorre quando há pressão sobre o túnel do carpo com compressão do nervo mediano.
Existem alguns exercícios para prevenir estas dores e preparar a articulação dos punhos. Podemos orientar o aluno a executá-los no início e no final da aula quando sabemos que exercícios que sobrecarreguem os punhos serão realizados. É uma forma de compensação da articulação, da mesma forma que fazemos com a coluna lombar, após um exercício de extensão ou hiperlordose. Iremos  preparar a articulação do punho para os exercícios e após a sua realização, promover a decoaptação articular.
Como preparação podemos realizar exercícios de flexo-extensão e rotação dos punhos com a toning ball ou halteres de 2 kg com os braços na posição vertical, tomando a força da gravidade como aliada no aumento do espaço intra-articular. Exercícios em que as mãos em preensão sustentem o peso do corpo também ajudam na decoaptação como o hanging pull ups e o rolling back em pé.


Exercícios como o rolling back sentado com o auxílio das molas podem ser uma variação interessante para aqueles que apresentam dificuldade na realização dos exercícios anteriores.  
Com as alças de tornozelos colocadas nos punhos e conectadas  nas molas de sustentação na barra horizontal do Cadillac, cria-se uma ótima opção de decoaptação articular, associada ao trabalho de adução escapular. 
Outra opção é a colocação dos discos infláveis presos nas alças em torno dos punhos e realizar o movimento de rotação do ombro, o que também promove uma decoaptação desta articulação em conjunto.

Na parte final da aula podemos associar a decoaptação articular dos punhos aos exercícios de fortalecimento abdominal, equilíbrio e relaxamento, de forma que esse conjunto mantenha o ritmo da aula sem prejuízo das sequências e ao mesmo tempo prepare a articulação do punho para as próximas aulas.

Por Aneci Sobral Rocha 
Fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória e Pilates 
Clínica São Genaro e Instituto Brasileiro de Naturologia.

12 de out de 2010

Curso Gratuito de Pilates On Line

Participei gostei de várias coisas, achei eles pioneiros e gostaria de deixar a indicação:


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Por Gerusa S. Gurak

10 de out de 2010

Sugestão de relaxamento final da aula Pilates. Mas tome cuidado!

Continuando o papo sobre opções de relaxamento da postagem da Vivi, gostaria de falar sobre a utilização da bola suíça. E uma opção aparentemente simples e agradável é deitar sobre a bola explorando as diversas posições como nas figuras abaixo:





Decúbito lateral também é uma forma muito legal de alongar e relaxar após uma sessão de pilates.


Preocupe-se com a segurança de seu aluno, esteja por perto, mantenha ele longe de aparelhos em que num descuido pode-se desequilibrar e machucar-se, utilize apoios se necessário. E é importante saber se o aluno não tem nenhuma contra-indicação na posição e se sente-se bem ao permanecer nesta posição. Caso contrário,  ao invés de relaxar você pode gerar um momento de tensão e stress, totalmente desnecessário longe daquela situação de leveza e bem estar que deve ser sentido ao final de uma aula.

Mas gostaria de deixar uma dica/alerta super importante:

Já utilizei e vi muitos professores deitarem sobre a bola ou executarem uma  pressão nela com o intuito de massagear pernas e as costas dos alunos mas ouvi uma infeliz história sobre esta situação e gostaria de compartilhar como uma forma de orientação. O acidente aconteceu quando um professor que exagerando na pressão sobre a bola (no caso ele apoiou a bola sobre as costas da aluna que estava em decúbito ventral no chão e deitou sobre a bola) através desta grande pressão fraturou 2 costelas dela.

Então: muito cuidado professores!!! Vamos estudar, vamos conhecer nossos alunos, saber de suas patologias, fraquezas.... não podemos atuar de uma forma irresponsável, não podemos utilizar este método fantástico prejudicando nossos clientes.  Fique atento e trabalhe de uma forma responsável!

Por Gerusa S. Gurak


4 de out de 2010

Relaxamento no final da aula de Pilates


Considerado por alguns alunos como "a melhor parte da aula", o relaxamento é muito utilizado como meio de volta à calma para os alunos. Mas, muito mais do que isso, o relaxamento pode ser utilizado para atingir outros objetivos. Um deles, por exemplo, é o trabalho de propriocepção.

Através de uma posição de repouso, podemos estimular oralmente o nosso aluno a fim de fazê-lo perceber o próprio corpo. Ele pode perceber como seu corpo se acomoda no espaço, sentir os batimentos cardíacos, respirar profundamente e perceber os movimentos respiratórios, descansar conscientemente sua musculatura, entre outras percepções. Esse momento traz maior intimidade do indivíduo com seu próprio corpo, o faz conhecer-se melhor.

Podemos aplicar no momento do relaxamento técnicas de massagem ou manipulação com o objetivo de aliviar pontos de tensão e ajudar na percepção do alongamento axial. As massagens podem ser feitas com auxílio de acessórios, como rolo, bolinhas de tênis, bola, overball e carrinhos, e proporcionar sensações diferentes nos alunos.

É interessante a estimulação do feedback intrínseco durante o relaxamente. Fazer o aluno se lembrar dos exercícios do dia e fazê-lo perceber a musculatura trabalhada, auxilia na fixação dos movimentos na memória motora e na auto-correção.

A estimulação de boas sensações através da memória traz ao aluno a sensação de bem-estar que viveu nos momentos agradáveis dos quais ele se recorda. Desta forma, há uma liberação maior de serotonina e endorfina, hormônios que dão sensação de prazer.

Prepare a parte final da aula da mesma forma que a parte principal e procure sempre trocar os estímulos. Transforme o relaxamento num momento especial de sua aula. E você, tem alguma sugestão bacana para o final de uma aula de pilates?

29 de set de 2010

Pilates e Hipertensão

A Hipertensão é uma patologia cada vez mais comum entre pessoas de todas as idades e é muito comum que indivíduos com este problema nos procurem  buscando atráves do Pilates recuperar sua qualidade de vida, diminuir o stress, entre outros fatores relacionados à pressão arterial. Acredito que o Pilates pode ajudar muito este tipo de cliente alcançar estes propósitos, mas acredito também que alguns cuidados precisam ser tomados com relação à escolha dos exercícios para este público.

Durante a atividade física se produzem mudanças na circulação sangüínea destinadas a prover um maior aporte de oxigênio aos tecidos que estão se movimentando. Este aporte maior se produz graças ao esforço do coração, devido a que este órgão aumenta o volume de sangue que envia ao corpo todo, uns 70 centímetros cúbicos de sangue por batida. Este valor, multiplicado por 70 batidas por minuto (a normal, em repouso) representa, aproximadamente, 5 litros por minuto. Mas durante o exercício esse volume pode chegar a se quintuplicar devido às mudanças que se produzem no organismo, por exemplo, o aumento da freqüência cardíaca. As necessidades metabólicas que surgem durante a atividade física são compensadas mediante adaptações do sistema circulatório central e o periférico, como o aumento da pressão arterial máxima e da freqüência cardíaca, a vasodilatação periférica e a local, e uma diminuição da pressão arterial mínima. O organismo contrai as artérias das regiões onde não se necessita um alto aporte de oxigênio, por exemplo, nas vísceras. E dilata ao máximo as zonas de esforço, dos músculos de pernas e braços, que requerem máximo aprovisionamento de oxigênio.  

Muitos índices de hipertensão podem estar relacionados a stress e ensinar às pessoas técnicas de gestão de stress eficientes, podem conduzir a uma redução do stress e a uma diminuição conseqüente da pressão arterial (McCaffrey et al., 2005) e o pilates, com suas metodologia consciente, pode desempenhar um papel importante nesta aprendizagem.

Devido a semelhança de muitos aspectos gostaríamos de citar a tese de mestrado do prof Danilo Santaella, onde relacionou-se a prática do  hatha yoga com a avaliação da pressão sangüinea em hipertensos. A conclusão foi que para os hipertensos, é importante associar exercício com o relaxamento como uma maneira de prevenir o estresse pois constatou-se que esse par diminuiu a sua pressão sanguínea.
Dentro das práticas de pilates acabamos encontrando estes dois aspectos: o exercício e o relaxamento.


Lembramos aqui alguns cuidados ao se prescrever exercícios para hipertensos, evitando estimular o aumento da pressão arterial e conseqüentemente o risco de ruptura de algum aneurisma durante a prática dos exercícios :


- Evitar trazer a cabeça abaixo do diafragma respiratório.

- Evitar permanecer de uma forma prolongada com os braços acima da cabeça sem descanso. E da mesma forma, a elevação das pernas permanecendo de forma estática por um período longo.

- Muito cuidado com as mudanças rápidas de posições.  Permita que o corpo faça os ajustes e adaptações calmamente.

- Cuidado com hiperventilações, expirações rápidas e forçadas e suspensão de respiração.

-  Evite que o aluno tombe a cabeça para trás, sem apoio ou sem controle.
- Exclua da série ou pelo menos evite as posturas invertidas (em que a pessoa fica de cabeça para baixo).


Esteja sempre atento a qualquer sintoma do seu aluno, perguntando e recebendo feedbacks incansavelmente, desta forma não haverá riscos. Outra sugestão que eu gostaria de deixar, (apesar de não conhecer) é da existência de um curso, realizado dentro do Incor (cito devido a seriedade de trabalho desta instituição) que trabalha de uma forma específica assuntos ligados ao coração, mas precisamente Pilates na Reabilitação Cardíaca” É promovido pela Unidade Clínica de Insuficiência Cardíaca e agradeço se alguém que conhece mais detalhes sobre o curso nos comunique.

Por Gerusa S. Gurak

Fonte auxiliar:

15 de set de 2010

Novidade nas Bancas: Revista e Guia de Pilates



Para quem gosta de ver que o que está rolando na cabeça de profissionais de nossa área, além de novas propostas de trabalho, neste mês temos duas sugestões bacanas lançadas pela Editora On Line. Empresa que tem trabalhado duro em publicações sobre esta área que tanto gostamos, o PILATES. Ambas podem ser adquiridas nas bancas e, caso você não encontre indico o site da Editora.


A 5a  Edição da Revista Oficial de Pilates.  Coordenada pela Cida Barros, possui textos da Ângela Arraya e da Maria Luiza Mattos, jornalistas que estão cada vez mais feras nesta área e as séries de exercícios, além de artigos são de profissionais conceituados de Pilates, eu sou parceira da revista e cuido da revisão técnica.  Indico e acho que vale a pena a aquisição da revista pois nela você irá encontrar: 
Sugestões de eventos, cursos e livros da área
Uma entrevista com Camila Gomes Ventura, uma das primeiras Master Teachers do MK Pilates BR
Uma série sobre associação de pilates e exercícios aeróbicos
Exercícios de pilates para os glúteos
Sugestão de uma série de exercícios que estimula sistema imunológico
Artigo sobre pilates e evidências científicas
Uma matéria acompanhando uma aluna iniciante (avaliação e sugestão de exercícios)
Sugestões de exercício utilizando o Spine Corrector
Matéria sobre exercícios de pilates e respiração
Matéria sobre exercícios de pilates e respiração
Espaço divulgando roupas e acessórios de pilates
Artigo de Pilates contra stress 


E como uma edição extra e muito mais conteúdo (130 pg) encontramos o Guia de Pilates No2, sendo feita pela mesma equipe da Revista, encontramos matérias super legais. Gosto do Guia pois na sequência de cada série de exercícios, o profissional responsável pode através de um artigo explicar porque sugeriu tal sequência. São 142 exercícios divididos em: 


Série sobre o Power house, chamado por muitos de core
Matéria sobre a busca da coluna neutra
Preparando-se para a chegada do bebê é o tema da terceira matéria
Exercícios desafiadores estão na matéria sobre equilíbrio
Pilates no cotidiano infantil
Hérnia de disco e as possibilidades/indicações dentro do pilates
Uma série de exercícios sugeridas para a prática de pilates com aparelhos em grupo
Os exercícios avançados no pilates
Flexi Bar (barra flexível) adicionada aos exercícios de pilates
Plataforma Vibratória no Pilates
Série de abdominais utilizando vários aparelhos e acessórios
Fortalecimento de membros superiores com acessórios
Série de exercícios para os glúteos
Matéria sobre pernas fortes e alongadas
Roupas e acessórios para quem gosta de praticar pilates e manter-se na moda
Além de uma grande lista de Studios de Pilates pelo Brasil

Também colaborei com a revisão técnica do Guia do Pilates e se você quiser discutir sobre todo este material, fico a disposição, cada matéria gera uma discussão boa e como eu adoro falar sobre o pilates, fico a disposição por aqui... 


Por Gerusa S. Gurak (ggurak@hotmail.com) 

5 de set de 2010

Pulseiras do Equilíbrio

De longe você pode até se confundir com um reloginho, mas este bracelete que tem aparecido no pulso de inúmeros atletas e artistas promete quase um milagre: melhorar o equilíbrio, força e flexibilidade. 
Promete ser capaz de interagir com o fluxo energético do corpo, mas não existe nenhuma pesquisa científica que comprove os benefícios da mesma. O próprio fabricante assume nunca ter feito um estudo científico para provar a eficiência do produto, sob a alegação de ser muito caro.
Pesquisando na rede, encontrei uma pesquisa: um estudo com 79 voluntários na Faculdade de Ciências de Atividade Física da Universidade Politécnica de Madri, Espanha, demonstrou que as pulseiras Power Balance não têm qualquer efeito sobre nosso equilíbrio. Comandado por Jesús Javier Rojo, médico e professor, o estudo envolveu estudantes e duas provas de equilíbrio, com e sem a pulseira, que foram fornecidas pela própria companhia que as vende. Aqui está o detalhe importante: foi um estudo “duplo cego”, onde nem os estudantes nem os realizadores do experimento sabiam quais pulseiras continham os “hologramas quânticos” e quais os tinham removidos. Isso só seria descoberto depois. "Uma vez terminada a tomada de dados, realizou-se um estudo estatístico para ver se havia efeito em ostentar a pulseira com ou sem o holograma ou se o efeito, se existisse, seria placebo. Os resultados indicam que a pulseira não tem nenhum efeito”, conclui Rojo em declaração ao jornal El País.
Vendedores e simpatizantes costumam aplicar testes nos interessados. Num deles, o participante se equilibra numa só perna com os dois braços abertos lateralmente. O instrutor, em seguida, empurra para baixo um dos braços da cobaia, levando-a a tombar. Depois, repete-se o ritual com o bracelete. A sensação é de que a resistência à queda aumenta. Já para a força, testa-se unindo e apertando o indicador e o polegar entre eles, o instrutor tenta afastar os dois dedos e, com a pulseira acabamos mantendo eles unidos por um tempo maior.
Em nosso Studio, logo que conhecemos as pulseiras e devido ao grande número de alunos usando, fizemos alguns testes usando os aparelhos de pilates e mesmo quem não conhecia a pulseira, nem seus supostos benefícios, acabava executando os exercícios com muito mais força e flexibilidade. Mas não me convenci. Mesmo sem acreditar nos efeitos, acabei ganhando de presente uma pulseira de uma aluna que acredita veemente nos efeitos positivo do uso deste bracelete.
Um dos garotos propaganda da pulseira é o jogador de basquete americano Shaquille O'Neal que conta que usando a pulseira conseguiu ganhar um jogo com 57 pontos de vantagem.
Como virou uma febre, a mídia tem tratado muito dela. Já vi reportagens na Record, Globo e entre várias revistas de circulação nacional. Algumas apenas apresentando os efeitos e outras desmascarando a mesma e divulgando que tudo não passa de uma fraude. Inclusive, a ANVISA já proibiu a propaganda do produto alegando que os resultados não foram comprovados.
Como educadora física, que estudou todos os princípios ligados à força, flexibilidade e equilíbrio; por ser uma praticante de pilates e yoga onde lido com minhas dificuldades diariamente; e como instrutora, que acompanha alunos, cada um com uma história, considero que:
  • Se você acompanha tendências de moda, esea pulseira pode ser um acessório moderno. Muitas pessoas têm trocado o Rolex por ela. Já vi fotos de atletas como Neymar, Luis Fabiano, Diego Hypólito, Cristiano Ronaldo;  David Beckham e Rubinho Barrichello chegam a aparecer com duas, uma em cada braço... atores como Leonardo DiCaprio e Robert De Niro também aparecem. Ana Maria Braga usava a pulseira enquanto participava da competição Dança dos Famosos no Faustão; surfistas e skatistas também aparecem em peso. 
  • Como fonte de renda parece funcionar legal. Essas pulseiras têm sido comercializadas a um valor alto e muitas pessoas têm faturado alto com a venda delas. 
  • Nunca duvide do poder dos seus pensamentos e crenças. Nossa mente tem um poder fantástico. Se você acreditar que a pulseira pode te ajudar, com certeza ela irá te ajudar.
  • Mas se quiser mesmo melhorar seu equilíbrio, invista esse dinheiro em uma consultoria com um professor de educação física e faça um programa de exercícios físicos regulares. Não é um método mágico nem instantâneo, mas vai lhe fazer bem de verdade. E o pilates, sendo acompanhado por profissionais formados por diversas graduações (fisioterapia, educação física, dança ...) possui dentro da sua essência  ferramentas eficientes para a busca de equilíbrio, força e flexibilidade.






Por Gerusa S. Gurak


Fonte imagens: